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segunda-feira, 12 de novembro de 2012

O Uso da Pemba

A pemba é um dos elementos mais importantes para um terreiro e todo o trabalho espiritual e magístico que ele realiza. É usada em assentamentos, firmezas, pontos riscados pelas entidades e cruzamento de médiuns para determinados trabalhos. Pode ser usada em forma de pó ou no tradicional formato ovalado conhecido de todos os frequentadores da Umbanda. Não existe um ritual dentro do terreiro em que a pemba não seja usada.


Quando utilizada para pontos riscados abrange vibrações específicas através de suas cores. A cor branca é predominante para esse uso, pois sua energia é harmonizadora e passiva. A entidade, através de seu ponto riscado com a pemba, identifica-se perante o terreiro. Esse ponto é uma assinatura astral onde as principais características da entidade são demonstradas e pode-se dizer que se trata de sua carta de apresentação. Nele podemos encontrar a linha, a vibração e a origem astral do espírito em terra, além de servir como captação de forças para o ritual umbandista.

As pembas coloridas têm outros tipos de vibração e devem ser usadas com cuidado por quem realmente sabe o que está fazendo, já que são quase que exclusivamente reservadas para traçados de símbolos sagrados. Suas vibrações atuam energeticamente nos campos de atuação dos orixás e por isso requerem conhecimento e respeito para um bom resultado no trabalho a que se destinam.

Os pós de pemba são utilizados para descarrego e energização dos médiuns e consulentes e cumprem a função de limpar e descarregar o ambiente do terreiro dos miasmas e negatividades que porventura acumularem-se durante o trabalho.

Apesar de termos consciência que as pembas industriais, em sua maioria, nada mais são que pó de gesso, devotamos nossa fé e segurança nesse amuleto, já que elas sempre são cruzadas pelas entidades chefes de terreiro. A feitura da pemba original é de difícil processo e poucos dirigentes têm o tempo, o material e até mesmo o conhecimento adequado para moldá-las. Então as industrializadas atualmente ocupam a grande maioria das casas de Umbanda, o que não invalida os trabalhos e rituais preparados com elas.

sábado, 2 de outubro de 2010

A origem do Hino da Umbanda

Em 28 de Junho de l961 realizou-se no Maracanãzinho (Rio de Janeiro), a Festa de Congraçamento do Segundo Congresso Brasileiro de Umbanda, em que compareceram cerca de quatro mil médiuns uniformizados, além de grande público assistente.

Foi nesse congresso que o Hino da Umbanda foi oficialmente adotado em todo o Brasil, como o Hino Oficial da Umbanda.

Há uma história interessante com relação ao criador do hino. Segundo foi apurado, a letra foi composta na década de 60 por José Manoel Alves, um cego, que em busca de uma solução para seu problema, foi procurar a ajuda do Caboclo das Sete Encruzilhadas. Embora não tenha conseguido a cura da cegueira que, segundo o Caboclo, era de origem cármica, se tornou um seguidor apaixonado pela Umbanda. Para mostrar que poderia ver o mundo e a religião de outra maneira que não pelos olhos, compôs a letra que até hoje cantamos em nossos terreiros.

José Manoel mostrou a letra a Zélio de Moraes (nesse ponto as informações divergem, há quem diga que foi mostrada primeiro ao Caboclo das Sete Encruzilhadas), que gostou tanto que resolveu apresentá-lo como Hino Oficial da Umbanda no Congresso, onde foi imediatamente aprovado.

José Manoel Alves nasceu em Monção, Portugal. Em 1929 vem para o Brasil, indo residir no interior do Estado de São Paulo. Era compositor de músicas populares e compôs hinos para vários templos. A música do hino foi composta pelo maestro Dalmo da Trindade Reis.

Refletiu a luz divina

em todo seu esplendor

é do reino de Oxalá

Onde há paz e amor

Luz que refletiu na terra

Luz que refletiu no mar

Luz que veio, de Aruanda

Para todos iluminar

A Umbanda é paz e amor

É um mundo cheio de luz

É a força que nos dá vida

e a grandeza nos conduz.

Avante filhos de fé,

Como a nossa lei não há,

Levando ao mundo inteiro

A Bandeira de Oxalá !

Levando ao mundo inteiro

A Bandeira de Oxalá !



sábado, 18 de setembro de 2010

As águas sagradas de Umbanda

A água é o elemento primordial de muitas entregas e rituais preparados na Umbanda. É muito comum ouvirmos nos terreiros que sete águas serão usadas para determinado fundamento. Listo abaixo os oito tipos mais comuns e suas respectivas imantações energéticas. Mas, porque oito? Explico: Dentre elas está o orvalho que, por ser muito delicado e conseguido apenas em porções mínimas é normalmente substituído pela oitava.


Pedra   Imantação de Xangô. Água retida em saliências entre pedras. Utilizada para atração de força física, disposição, boa-vontade e sabedoria.

Mar     Imantação de Iemanjá. Imã de energias negativas, anti-séptico e cicatrizante. Atrai fertilidade, calma e harmonia.

Mina    Imantação de Oxum e Nanã. Atrai força, vitalidade e boas vibrações por isso é bastante indicada para firmeza das quartinhas de assentamentos.

Chuva   Imantação de Nanã e Oxum. Descarrega, limpa e purifica. Muito usada para fundamentar quartilhões de porteiras.

Cachoeira  Imantação de Oxum e Xangô. Trabalha os sentimentos atraindo alegria, jovialidade e saúde.

Rio   Imantação de Oxum. Traz determinação e garra. Atrai bons pensamentos e pureza de sentimentos.

Poço   Imantação de Nanã - Trabalha a resistência e a força mental. Atrai sabedoria e paciência. 

Orvalho   Imantação de Oxalá. Deve ser recolhido das folhas, ao amanhecer. Utilizada para atração de calma, paciência e fecundidade.

sábado, 10 de julho de 2010

Animais dos orixás

Recebi alguns e-mails com dúvidas quanto a esse assunto e esta semana resolvi atende-los. Lembrem-se que a Umbanda não faz sacrificios de espécie alguma, portanto, a lista abaixo é composta por animais que, energéticamente. combinam com o reino de atuação de cada orixá. São considerados amuletos de cada um deles e nada tem a ver com os trabalhos realizados nos terreiros. Vale pelo aprendizado de sabermos que se nossa fé é relacionada às forças da natureza os animais não poderiam ficar de fora.

Oxalá – Carneiro

Iemanjá – Peixe

Oxóssi – Pavão

Obaluaiê – Cachorro

Ogum – Cavalo

Oxum – Canário

Nanã – Rã

Iansã – Borboleta

Xangô – Leão, tartaruga

Exu – Gato

Ibeji – Coelho


sábado, 19 de junho de 2010

Pedras dos orixás

Para concluir a série de apetrechos dos orixás, posto hoje as principais pedras condizentes a cada um. Assim como os metais, adquirir uma pedra bruta, lapidada ou mesmo como pingente de seu orixá e carregar sempre consigo. ajuda a manter a ligação energética com ele. Sempre lembrando que ela deve ser levada ao terreiro para imantação e cruzamento e usada conforme determinação da entidade chefe.

Oxalá - Quartzo branco
Iemanjá - Água marinha
Oxum - Safira 
Iansã - Citrino
Xangô - Cornalina
Ogum - Rubi
Nanã - Ametista
Oxóssi - Jade
Obaluaiê - Ônix
Ibeji - Turmalina rosa
Exu - Ágata  

sábado, 12 de junho de 2010

Metais dos orixás

Hoje farei uma lista dos metais mais comuns a cada orixá. Muitos dirigentes utilizam esse material para fundamentar a coroação de seus médiuns. Não se trata de uma obrigatoriedade, apenas uma outra maneira de atrair uma maior energia ao campo vibratório do médium. Caso você consiga um pedaço do metal do seu orixá de coroa, leve-o para cruzamento em um terreiro e use-o como amuleto ou como a entidade recomendar. É mais uma forma de contar com a vibração energética de nossos santos.

Oxalá - Ouro
Iemanjá - Platina
Oxum - Prata
Iansã - Cobre  
Ogum - Ferro
Xangô - Estanho
Nanã - Níquel
Oxóssi - Bronze
Obaluaiê - Chumbo
Exu - Hematita

sábado, 29 de maio de 2010

Flores dos orixás

A postagem que fiz das frutas dos orixás fez muito sucesso e várias pessoas escreveram pedindo algo sobre as flores que podem ser usadas para oferendas Atendendo a esses pedidos, fiz uma lista das mais comuns e que podem ser entregues em oferendas e também ser utilizadas em banhos específicos de cada orixá. Os banhos com flores são chamados de banhos de proteção e não devem ser fervidos, apenas as pétalas são colocadas em um recipiente e a água fervente é despejada por sobre elas. Toma-se do pescoço para baixo quando atingir a temperatura ambiente.As pétalas restantes são recolhidas e atiradas na terra para que retornem ao seu ambiente natural. Recomenda-se acender uma vela para o orixá antes do ritual e os pedidos são feitos enquanto a água escorre pelo corpo.

Oxalá – Lírio branco

Oxóssi – Antúrio

Oxum – Rosas amarelas

Iemanjá – Rosas brancas

Iansã – Rosas champagne

Xangô – Cravos rajados

Ogum – Cravos vermelhos

Nanã – Verbena

Ibeji – Onze horas

Obaluaiê – Cravos brancos

  

sábado, 22 de maio de 2010

Frutas dos orixás

Quase nunca ouvimos falar das frutas de cada orixá, somente das ervas. No entanto eles tem uma variedade enorme delas e no caso de uma oferenda simples de agradecimento ou pedido, podemos utilizá-las sem receio algum. Hoje postarei algumas bem comuns e que podem ser achadas fácilmente para uma entrega de emergência. Aos poucos colocarei outras. Espero que gostem da dica.

Oxalá – Melão branco

Iemanjá – Pêra

Iansã – Pitanga

Oxum – Mamão

Nanã – Figo

Oxóssi – Carambola

Ogum – Abacate

Xangô – Goiaba

Obaluaiê – Caqui

Ibeiji – Maçã

sábado, 19 de dezembro de 2009

Adoração de imagens

Parece ter virado moda a insensatez em acusar os umbandistas de “adoradores de imagens”. Isso apenas demonstra a falta de conhecimento daqueles que, na ãnsia de nos diminuir, falam bobagens pelos cotovelos.

Usamos imagens, sim, mas não as adoramos. Temos a plena consciência de que são apenas simbolos moldados e não seres divinos. Não temos o hábito de entregar nossos pedidos e oferendas a elas e quem diz que o fazemos, deve procurar estudar e entender nossos rituais, antes de fazer comentários descabidos..

As imagens estão em nossos congás para uma ligação visual com a entidade ou orixá representados por elas.

Os médiuns, principalmente os inexperientes, sentem grande dificuldade em firmar para uma boa incorporação sem um elemento visual apropriado.

Não há como explicar a um filho que acaba de entrar no terreiro que a firmeza de Iemanjá, por exemplo, deve nos remeter ao mar e, unicamente, à energia emanada dele. Muito mais fácil e direto quanto apresentamos a bela imagem dessa orixá. A bela moça vestida de azul surgindo do mar entre elementos de seu reino, fazem com que, imediatamente, a energia maritima, necessária nessa firmeza, surja com força na mente do médium e a encaminhe à energia pretendida.

As imagens nada mais são, em nosso meio, que objetos de culto, auxiliares importantes em nossos trabalhos e por isso mesmo merecem respeito, como respeitamos a pemba e a toalha, sem contudo, adorá-las.

Temos carinho por elas, afinal, estão sempre ali, acompanhando nossa caminhada. Como desprezar, sem uma dorzinha no peito, aquele travesseiro que nos acompanhou por anos? Esse é o sentimento do umbandista em relação às suas imagens. Carinho e respeito. Adoração? Nunca!

Luiz Carlos Pereira



Obs. Foto tirada do site: http://www.brasilcomercial.com/clientsimages/esoterismo_1.jpg