sábado, 1 de dezembro de 2012

Mediunidade Umbandista

A mediunidade, como o próprio nome diz, é a capacidade de intermediar as ações e contatos entre o mundo astral e o material. Pode-se dizer que ela funciona como um sexto sentido, pois é a faculdade natural que faz com que determinado grupo de pessoas se comunique ou ceda seu corpo para o trabalho com a espiritualidade e com os espíritos.


Ela faz com que se ouça, veja e sinta coisas que os indivíduos não desenvolvidos deixam de perceber, apesar de estarmos sempre rodeados de vibrações energéticas de diversos tipos. Todos nascem médiuns em grau maior ou menor, porém a maioria não chega a desenvolver de forma apropriada essa capacidade.

Ela pode se apresentar de variadas formas. Psicografia, pictografia, psicometria, psicofonia, vidência e clarividência, são apenas algumas das manifestações mais conhecidas. Na Umbanda a mais comum é a de incorporação, cujos médiuns têm a capacidade de ceder seu corpo para as manifestações espirituais.

Podemos encontrar nos terreiros médiuns com variados meios de comunicação astral, mas como nosso trabalho é feito efetivamente pelos orixás e entidades a forma incorpórea se tornou a mais adequada e necessária a seus propósitos.

Mas porque isso se dá? Em vidas passadas, os médiuns adquiriram débitos e no momento da reencarnação, escolheram a mediunidade como uma das formas de pagamento de carmas, cedendo seu corpo para o cumprimento da caridade e ajuda a quem hoje passa pelas mesmas situações que viveram em passado longínquo. Como não existem lembranças de antigas vidas, grande parte das pessoas esquece do compromisso assumido perante os orientadores e guardiões no momento do retorno. Porém todos têm o livre arbítrio, com isso, muitos declinam de sua missão e voltam para o astral com novo carma a cumprir.

A mediunidade pode ser vista como presente e castigo ao mesmo tempo, por isso é tão difícil assumi-la da forma definitiva como seria correto. Quantas vezes vemos pessoas sofrendo até que conhecem e se entregam de corpo e alma ao que foi definido. E quantas pessoas nunca aceitam e passam a vida torturando-se com doenças e problemas difíceis sem encontrar solução? Quantos estão em hospícios ou em tratamentos psicológicos sérios, sem entender ou aceitar que seu mal é justamente esse lado espiritual não resolvido?

Em casos assim, o pior que se faz é culpar as entidades, infelizmente muitos pais e mães no santo aterrorizam seus médiuns contando casos de grandes castigos dos orixás pela falta de trabalho de seus filhos e deixam de explicar de forma adequada essa fase tão difícil na vida de qualquer um. A mediunidade não prejudica ninguém a titulo de cobrança. O próprio espírito martiriza-se por não ter cumprido a promessa que fez e transmite ao corpo essa insegurança fazendo com que a pessoa adoeça e atraia situações cada vez mais difíceis de resolver.

É evidente que o melhor para uma pessoa nessas condições seria assumir seu encargo, mas se realmente não houver condições ou mesmo um interesse verdadeiro, cabe aos dirigentes a tarefa de minimizar a dor de seu consulente, procurando outra forma de atender a esse chamado da espiritualidade.

É lenda se dizer que a falta de dedicação à Umbanda leva uma pessoa a adoecer, sofrer e até morrer, isso não existe. Devemos lembrar que o livre arbítrio é decisivo no contexto geral da mediunidade. Todavia há necessidade de se procurar um orientador sério que possa esclarecer e guiar a pessoa para o que for melhor para ela.

Existem casos de cobranças desse tipo na Umbanda, não posso negar, mas são raros e necessitam de um estudo profundo das razões que os causaram.

Imagem retirada do site www.tumblr.com

2 comentários:

Anônimo disse...

Como faço para descobrir qual orixá é meu pai na umbanda?

Mariana Rocha disse...

Mariana