Hoje vou falar de um tema que confunde os médiuns em geral, mesmo os mais experientes. .Há uma infinidade de dirigentes que afirmam que suas entidades “viram” quando o trabalho está pesado. Mas o processo que se dá nesses casos não é de “virada”.
Vou tentar ser o mais claro possível para eliminar de vez esse conceito antigo tão arraigado em nosso meio.
Normalmente essa ocorrência se dá com baianos e preto-velhos, pois são linhas com mais afinidade com as falanges de esquerda, o que não impede que ocorra com outros guias, mas quase sempre, os que se utilizam dessa prerrogativa, são eles.
Digamos que o terreiro receba uma carga muito forte de energia negativa durante a sessão. Ao perceber essa intrusão a entidade que está em terra, “vira na esquerda”, passando a falar e agir de modo diferente do habitual, sem, no entanto mudar de linha ou deixar de ser quem é.
Começa então a descarregar o acúmulo de vibrações negativas, diminuindo seu próprio campo vibratório positivo, aproximando-se assim do padrão mais apropriado para o momento.
Utilizando essa técnica consegue descarregar com relativa facilidade todas as faixas vibratórias atingidas, liberando os campos áuricos do terreiro e dos médiuns.
Isso quer dizer que a tão falada “virada” na realidade não se deu, foi apenas uma compensação de energias feita pela entidade em questão. Quando mudou sua própria vibração, assumiu a roupagem energética usada quando em missões de trabalho no campo astral esquerdo, uma de suas principais funções. Quem assiste esse tipo de atuação, acredita que a entidade transformou-se em exu, o que não ocorreu.
Caso o padrão vibracional se torne tão pesado que mesmo utilizando esse procedimento, as perturbações continuem, será chamado o exu da casa, porém isso fará com que o trabalho inteiro vire na esquerda, já que este ao chegar, passará a atuar dentro da faixa energética negativa de sua lei, atraindo inclusive seus amigos e ajudantes que o auxiliam nesses embates. Vários médiuns incorporarão e o descarrego passará a ser feito exclusivamente com entidades de vibrações mais densas.
Luiz Carlos Pereira
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sábado, 6 de novembro de 2010
sábado, 8 de maio de 2010
Falando de exu...
Exu tem personalidade forte. É uma entidade que está numa faixa astral tão próxima da terra que chega a dividir conosco, qualidades e defeitos. Com ele tudo se fala, mas também tudo se ouve, por isso, cuidado com os pedidos na hora da consulta.
Exu não tem medidas e não julga, para ele não existem pecados, existem falhas de caráter e erros no livre arbítrio, ao se deparar com isso, Exu fala e aponta, não no sentido de julgamento, mas de alerta.
É um erro dizer que Exu mata e aleija, como entidade em busca de evolução (como todas na Umbanda), procura sempre fazer o bem e direcionar para o melhor caminho.
Não podemos jamais confundir o Exu de falange, esse que nos atende em suas giras, com os quiumbas, que, apesar de serem exus, estão em uma vibração muito baixa e não tem a exata noção de seu verdadeiro trabalho em terra. Esses sim podem ocasionar graves problemas a quem os procura, justamente por não saberem exatamente seu papel no astral. Eles tem fome e sede cegas e para satisfazê-las, fazem qualquer coisa.
Uma pergunta sempre ocorrerá aos que não conhecem bem os meandros umbandistas: - Como saber se estamos falando com um Exu ou um quiumba? Muito fácil! Pelas atitudes e forma de falar da entidade incorporada.
É sério e compenetrado, mas, algumas vezes, brinca e lança comentários sarcásticos e muitas vezes, picantes. No entanto, atende a todos com paciência e nunca deixa de aconselhar. É um Exu!
Está sempre praguejando, falando palavrões, prometendo quebrar pernas e cabeças a torto e a direito? É um quiumba!
Luiz Carlos Pereira
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